a experiência da fusão do cinema com o teatro

Sobre o cintrato

CINTRATO – A EXPERIÊNCIA DA FUSÃO DO CINEMA COM O TEATRO

Evandro Reis

Orientador: Lougan Manske

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RESUMO: O projeto CINTRATO, consiste entre a fusão do cinema com o teatro, em um único espetáculo. Para exemplificar esta experiência foi produzido um filme de curta metragem mesclado a cenas de teatro que foram encenadas no dia da exibição. A primeira experiência de CINTRATO chama-se “Dream”. A história da peça se encaixa ao gênero de terror, cujo personagem cai em profundo sonho, de onde ele não consegue sair. Para se efetivar o experimento, o filme contou com dezesseis minutos de filmagem digital, com efeitos especiais e personagens 3D junto a encenações teatrais ao vivo. O projeto foi apresentado para aproximadamente cento e cinqüenta pessoas, as quais logo após a apresentação expressaram suas opiniões através de entrevistas e questionário escrito

PALAVRAS-CHAVE: Teatro, Cinema e Cintrato

ABSTRACT: The project CINTRATO is at the junction of the cinema with teather in a single spectacle, to illustrator this experience was produced a short film mixed with scenes from plays that were staged on the day of the exhibition. The first piece of CINTRATO called “Dream”. The history of the piece fits the horror genre, whose character falls into a deep dream, from which he can not get out. To accomplish the experiment, the film had 16 minutes of shooting digital, mixed with special effects and 3D character with a theatrical live. The project was presented to approximately 150 people, which soon after the presentation expressed their views through interviews and written questionnaire. The result of the experience was satisfactory, since the question the opinion about the project, the responses were almost unanimous for good, so you can say that this merger was pleasing to his audience.

Key-words: Theater, Cinema and Cintrato.

INTRODUÇÃO

…….Mídia são meios de comunicação, ou seja, são os veículos utilizados para a divulgação de conteúdos de publicidade e propaganda, tem-se como exemplo cinema e teatro, que são as mídias em questão no presente trabalho, cada uma com suas características próprias e também com alguns aspectos que com a junção das duas poderão ser melhorados.

…….Procurando deixar o teatro com mais efeitos especiais e o cinema mais interativo, e ainda, aumentar o realismo de uma apresentação, seja teatral ou cinemática, foi que surgiu a proposta do CINTRATO.

…….O projeto CINTRATO consiste entre a junção do cinema com o teatro. Visando uma maior interação entre o público e o espetáculo apresentado.

…….Esta experiência foi desenvolvida visando o aumento da interatividade no cinema e aumentando, significativamente, os efeitos especiais no teatro. Foi desenvolvido um filme curta metragem do gênero terror, e de acordo com a proposta, o mesmo foi mesclado com cenas de teatro que foram encenadas ao vivo no dia da exibição.

…….O teatro quando inserido no cinema ganhou mais ficção e liberdade para explorar uma história, já o cinema conseguiu o que estava faltando, a interação com o público, que o teatro tem de sobra, ou seja, com essa junção, o cinema ganhou muito mais do que a própria interação com o público, ganhou vida.

…….Quando o projeto foi aplicado, a reação do público foi de surpresa, quando a fusão (alternação das cenas do filme para encenação teatral) acontecia no decorrer da peça, os espectadores aplaudiam demonstrando satisfação e aprovação à experiência.

…….Com esta experiência o teatro só teve a ganhar, pois o cinema também ganhou muito, mas perdeu sua forma de reprodução facilitada, pois retornou á legitima cultura raiz.

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PROBLEMA

…….O principal problema que enfrentamos ao tratar de cinema e teatro separadamente é o fato de que, o cinema é apenas para o público consumir, não há interação com seu público e não pode- se participar do espetáculo. …….No teatro, não há muitos efeitos especiais, como acontece no cinema, portanto, não causa tanto impacto em quem o assiste. Então surge a questão, como deixar o cinema interativo e o teatro com mais efeitos especiais?

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FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

…….Segundo Bernardet (1981), não há como responder a pretensiosa pergunta “o que é o cinema?”, mas então como definí-lo?

…….O cinema é uma mídia que se utiliza de imagens capturadas que contam uma história ou passam uma mensagem. Um filme para cinema é produzido no sistema de películas, onde a luz do ambiente faz a impressão da imagem na face da mesma que por sua vez é escaneada em um computador para então poder fazer a edição digital da imagem capturada. Este sistema é amplamente utilizado devido à alta qualidade, onde a imagem possui uma qualidade que uma câmera digital não consegue, porém, é o método com mais elevado valor para produção de filmes.

…….O cinema nasceu das mais variadas inovações tecnológicas, foi marcado com domínio fotográfico até a descoberta do movimento utilizando a persistência da visão com a invenção de jogos ópticos.

…….Atualmente existem cerca de trinta gêneros de filmes que são classificados pelas produtoras cinematográficas como: ação, animação, aventura, comédia, comédia romântica, comédia dramática, documentário, drama, erótico, fantasia, faroeste, ficção científica, musical, policial, romance, suspense, terror entre outros.

…….Cada gênero tem sua particularidade tanto na produção como na mensagem que o filme quer transmitir, como exemplo tem-se o gênero terror, que na sua produção e na maioria dos casos são necessários muitos efeitos visuais, efeitos físicos e efeitos sonoros, considerando que a trilha sonora é muito importante para que se obtenha o clima da trama. Já na produção de um filme do gênero comédia não seria preciso grandes efeitos especiais, mas sim são focadas todas as atenções no roteiro e nas interpretações do personagem. Para facilitar a compreensão do assunto, considera- se um filme de comédia sem efeitos sonoros e sem efeitos visuais, se o roteiro e a encenação dos personagens forem bons, ainda assim seria engraçado, já um filme de terror sem efeitos sonoros e sem efeitos especiais, por mais que o roteiro seja impecável, não causaria tanto impacto no público, logo, é necessário no mínimo uma trilha sonora para que o expectador entre na trama e sinta o clima que o autor quer transmitir.

…….E como definir um teatro? Segundo Fernando Peixoto, tem- se que:

Na verdade, o teatro nasce no instante em que o homem primitivo coloca e tira sua máscara diante do espectador. Ou seja, quando existe consciência de que ocorre uma “simulação”, quando a representação cênica de um deus é aceita como tal: a divindade presente é um homem disfarçado. Aqui começa o embrião da noção de ficção e também da noção de fazer arte. O teatro define seu terreno específico. E, naturalmente, enquanto para os idealistas sua essência pode ser até mesmo divina, para os materialistas seu significado é concreto. E pertence aos homens. (1980, p. 16)

…….Para a produção de uma peça de teatro é preciso a participação de várias pessoas e, por ser uma arte  não muito focada pela indústria cultural, ou seja, é mais reservado que o cinema.

…….Os equipamentos para a produção do teatro é basicamente iluminação, cenário e atores. O valor para a criação de uma peça de teatro encontra-se abaixo do que para a produção de um filme, principalmente se for gravado em película, porém, para apresentar um teatro o valor é mais elevado, pois, ele não é facilmente comercializado como um filme que é gravado em um DVD e depois espalhado pelo mundo todo.

Segundo Peixoto ( 1980 ): “Mas o próprio Sílvio D’Amico, ao citar o teatro como “a comunhão de um público com um espetáculo vivo”, sente a insuficiência da definição. O que falta é a “consciência de uma cumplicidade” (…) trata- se de uma representação”. (1980, p.15)

…….E o que seria essa cumplicidade? Porque não juntar duas mídias e desenvolver uma mais interativa com o público e mais realista? Então, como deixar o cinema mais interativo e o teatro com mais efeitos especiais? …….Tem-se que “Não podemos esquecer que não estamos falando de um produto ingênuo, mas de um poderoso dispositivo de representação: cinema é arte, técnica, espetáculo, cultura, diversão;” (COSTA, 1989, apud MELO, p.02). …….Então, se utilizarmos das diferenças e possíveis semelhanças entre as duas mídias em questão e unir as mesmas, pode-se aumentar o realismo dentro de um espetáculo, surpreendendo o público com os efeitos especiais elaborados através de computação gráfica e ressaltar o realismo com a encenação do teatro, interagindo com o público.

…….As diferenças entre as mídias cinema e teatro foram unidas em um único espetáculo que se chama CINTRATO, que adquiri efeitos especiais, interação com personagens virtuais e com o público, em resumo adquiri mais realismo, mais interatividade, contato direto com a platéia causando assim, mais impacto na transmissão de emoções que o filme passa.

Segundo Tietzmann (1997)

tentativas de produzir imagens fantasiosas usando efeitos visuais rudimentares buscando a produção de um espetáculo foram responsáveis por primeiro transformar o cinematógrafo em cinema. Através desta expressão, Morin sugere a transformação da tecnologia antes entendida como científica e objetiva em uma ferramenta que apresentava o fantástico às suas platéias. A construção do imaginário do espetáculo se constituiu a partir da transcendência dos limites do registro mecânico de situações, objetos, cenários, locações e elenco ancorados na correspondência, entre o que se via na tela e o que supostamente existiria fora dela. Ou, como afirma Morin, “o cinema é talvez a realidade, mas também é outra coisa, geradora de emoções e de sonhos” (MORIN, 1997, p.25- 26, apud TIETZMANN).

…….Assim, pode-se perceber que, apesar do cinema possuir tantos efeitos especiais fantasiosos, os mesmos, derivaram do teatro.

…….A produção do CINTRATO foi feita com captura digital de imagem para que o custo final do espetáculo não seja tão grandioso, a produção do cenário não vai fugir da regra da produção de um teatro comum, mas na produção do cenário para o CINTRATO foi optado pela utilização de poucos elementos que vão compor a cena, para que não precise ficar alternando de cenários durante a exibição.

…….O Projeto CINTRATO é uma mídia que permite maior participação do público, considerando que no cinema isso não ocorre, pois, o espectador apenas assiste ao mesmo, não interage, não atua. No teatro, é mais fácil haver essa interação com o público, considerando esse fato, que o projeto consiste em apresentações teatrais intercaladas com o filme, para aumentar o realismo do filme e a interação que o teatro proporciona com o público.

A comunicação parece ser um dos objetivos centrais na apresentação de uma peça teatral. Na grande maioria dos casos, o artista quer estabelecer uma conexão com seu público. (Entendemos a noção de teatro como a união entre o conjunto de artistas e a platéia. De fato, não conseguimos conceber a idéia de teatro sem nenhuma dessas partes. Ainda que pudéssemos pensar na possibilidade de os artistas serem sua própria platéia, pensar esta sem aquela parece algo absurdo.)” (ALVES, 2001).

…….Pode–se ressaltar com as últimas linhas descritas pelo autor acima, “os artistas serem sua própria platéia”, que há como fazer o público participar, como atores, quem sabe, e como próprio público, assistindo. E é isso que visa o CINTRATO, busca essa interação com todos os efeitos especiais que existem no cinema.

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METODOLOGIA

…….CINTRATO consiste entre a junção do cinema com o teatro em um único espetáculo. Ao mesmo tempo em que os atores estarão contracenando na tela eles poderão estar interagindo com o publico, causando assim uma nova experiência de entreterimento.

…….Os atores serão filmados como em um filme, mas quando eles saem do enquadramento da câmera na hora da exibição do filme, os mesmos sairão por trás do telão continuando o filme em forma de teatro entre os espectadores.

…….Primeiramente um filme é produzido, entre as cenas deste filme são criadas aberturas onde os atores sairão do enquadramento da câmera fazendo a fusão com o teatro. Isso ocorre pelo motivo de o ator sair do enquadramento da câmera e ao mesmo tempo sair por traz da tela, causando assim a sensação que o personagem saiu do vídeo para a vida real, neste momento são utilizadas linguagens teatrais e o ator poderá interagir com os espectadores, andar  no meio do público, conversar com os espectadores e, enquanto o personagem faz a encenação teatral ao vivo, a trilha sonora segue como se o filme continuasse  naquele momento, e quando todas a encenações são realizadas o ator retorna para a tela, só que desta vez ao mesmo tempo que ele se oculta por traz da tela, no filme ele entra no enquadramento da câmera. A peça se estende deste modo até o final, alternando do cinema para teatro várias vezes.

…….A produção do CINTRATO foi feito com captura digital de imagem para que o custo final do espetáculo não seja tão alto, a produção do cenário não vai fugir da regra de um teatro comum, mas no cenário para o CINTRATO foi optado pela utilização de poucos elementos para compor o cenário, não precisando alternar de cenários durante o espetáculo.

…….O projeto CINTRATO consiste basicamente entre a junção do cinema e do teatro, contando com cenas que são filmadas como em um filme e com encenações que permitem interagir com o personagem. O objetivo desta fusão é o aumento do realismo tanto no cinema quanto no teatro.

…….Quando juntamos duas mídias precisamos utilizar a fundo as características principais de cada uma. Sendo que ao utilizar um filme, pode-se fazer uso de efeitos especiais, cenas de ficção científica, personagens 3D, monstros irreais, ou seja, um filme pode ir muito além da imaginação, com as novas técnicas de computação gráfica. O teatro, ao contrário do cinema, não tem tantos efeitos especiais com um filme pode ter, mas é ressaltado pela interação com o público, o contato com o espectador, pode-se tocar, interagir, logo, o teatro é algo real que se passa bem aos olhos de quem o assiste. Essas características quando fundidas com o cinema ganha vida, interação, com essa fusão fica mais fácil prender a atenção do público.

…….Antes ao assistir a um filme, o telespectador apenas encontrava-se ali para apreciar uma história que somente será contada diante de seus olhos, dentro de uma tela retangular, ele sabe que tudo vai acontecer, mas nada vai sair do controle, vai ser como esperado. Com a fusão CINTRATO o público não vai apenas assistir a mais um filme que esta em alta na indústria cultural, mas também vai participar do filme, vai interagir, vai ver os atores diante de si, vai estar no meio da trama, podendo tocar, gritar, sorrir, chorar, ele não vai ser apenas uma pessoa que se encontra ali para ver o CINTRATO, ele vai fazer parte do espetáculo.

…….Se considerarmos um filme de terror, tem-se que é um filme que consegue envolver, prender a atenção usando a dramaturgia como foco principal, um filme de terror quando tem um roteiro bom e é bem feito, utiliza-se de diversos recursos, consegue facilmente prender a atenção de seu púbico. Quando alguém esta assistindo a um filme desse gênero consegue prender a atenção ao filme, se assusta com o personagem, começa a ligar o que vê na tela (irreal) com o que se encontra na vida real, às vezes não consegue nem dormir depois, com medo que aquele monstro que estava no filme possa estar em baixo da cama. Esse é um princípio da idéia do CINTRATO, levar o que esta ali na tela para onde se encontra o público, mas no CINTRATO a pessoa não vai imaginá-los ali onde ela está, ela vai ver, sentir verdadeiramente, pois, vai estar ali, desta maneira aumentando os sentimentos que um filme comum quer passar. Assim, o teatro acaba ganhando efeitos especiais e o cinema ganha interatividade.

…….O projeto CINTRATO apesar de conter muitos elementos referentes ao cinema terá sua apresentação mais focada ao teatro, pois, uma peça de CINTRATO não será produzida em grande escala como um filme que é gravado em um DVD e é distribuído para o mundo todo, ele seguirá alguns padrões de apresentação do teatro tais como disposição de cadeiras, acústica do ambiente e para que a apresentação seja realizada, todo o elenco deve estar presente.

…….A produção de uma peça de CINTRATO segue os mesmos padrões de produção de um filme e de uma peça de teatro. Primeiramente pensa-se em uma idéia principal, no gênero do filme, a história que pretende contar, então, escreve-se toda a história como se estive escrevendo um livro, em seguida faz-se o roteiro, onde deve especificar o que vai ser filmado e o que é encenado ao vivo, deve-se pensar nos cenários tanto da parte filmada quanto da parte teatral, pensar em qual iluminação se deve utilizar e a composição de cada cena. Todos esses itens são mesclados em um único roteiro, e por fim quando o roteiro é finalizado, produz-se os cenários que irão compor o filme e, então, começa a gravação das cenas e takes.

…….A captura de imagens na produção do CINTRATO é a mesma de um filme, podendo ser gravada no sistema de película ou captura digital, que na maioria dos casos é influenciada pelo orçamento que é disponibilizado. …….Uma peça de CINTRATO gravado no sistema de película fica extremamente mais caro do que capturado no sistema de captura digital, cada sistema de gravação tem seus prós e contras, vai do diretor definir qual escolher. Quando as cenas são gravadas, elas passam para o próximo estágio, que é a pós produção, onde é realizado a composição das cenas, inserção da trilha sonora, efeitos especiais e efeitos sonoros que nesta etapa da produção, também é inserido no vídeo o áudio que irá compor a parte teatral.

…….Na apresentação do CINTRATO a trilha sonora é contínua para dar impressão de continuidade nas transições do cinema para teatro e vice e versa, deve-se considerar também o que a tela estará exibindo no momento em que estará acontecendo uma cena teatral, todos esses aspectos são tratados nesta etapa de produção, e depois de ser feita a pós produção, o vídeo é finalizado, então começa-se a composição dos cenários teatrais, iluminação, disposição dos personagens, seguindo a mesma direção de arte da parte filmada.

…….Tanto a parte filmada quanto a parte teatral dever ter o mesmo clima, mesma iluminação, os mesmos personagens com os mesmos figurinos, a atuação de cada personagem deve seguir o mesmo padrão do que foi filmado, para que o público sinta que o personagem realmente saiu da tela no instante da apresentação. Depois de feito todas as etapas necessárias devem ser feitos ensaios com os atores para que a transição entre cinema e teatro seja o mais perfeito possível.

…….O local da apresentação tem algumas exigências para que a peça seja mais bem visualizada e funcional: a tela que exibirá o filme deve ficar posicionada ao centro do palco deixando assim um espaço para que os atores possa se ocultar atrás dela, o tamanho da tela é independente, cada peça irá determinar o tamanho da tela que será exibida, a disposição das cadeiras do ambiente devem ser distribuídas de quatro em quatro deixando corredores entre elas, o número máximo de pessoas que poderão assistir a uma peça ao mesmo tempo é de 400 pessoas, para que a peça surta o efeito em todos.

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Itens necessários para produção do projeto CINTRATO

– Iluminação

– Cenário

– Filmadora Digital

– Roteiro e História

– Efeitos Especiais

– Quatro Atores Adultos

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

…….Na perspectiva de criar-se uma nova mídia de entretenimento surgiu o CINTRATO, que busca a interação do público aumentando o realismo e o dinamismo da apresentação.

…….Para avaliar se realmente o projeto aumenta esse realismo e se é de agrado do público, o CINTRATO foi apresentado a um público que além de assistir e participar, também avaliaram a apresentação, respondendo à um questionário contendo cinco questões, que segue em anexo ao presente trabalho.

…….Segundo as respostas coletadas pode-se observar a aprovação do público pela nova mídia apresentada, uma vez que, as sugestões foram todas positivas, como para dar continuidade ao projeto e buscar meios para se investir mais na idéia, a fim de expandí-la.

…….Ao perguntar a opinião dos espectadores sobre o projeto, obteve-se alto índice de aprovação, sendo que 98,% dos mesmos gostaram do que assistiram, e assinalaram como ótimo a apresentação. Somente 2% dos expectadores declararam ser uma idéia legal,  e  as opções bom, poderia ser melhor, ruim e muito ruim nao foram marcadas por nenhum expectador, como pode-se observar nos dados que se encontram no gráfico abaixo:

 

Gráfico 01: Opinião do público sobre o projeto

…….Como o CINTRATO vem a ser uma proposta, perguntou aos mesmos se o projeto tem futuro, na busca por saber se é de interesse do próprio público a fusão das mídias em questão (cinema e teatro), considerando que, para dar continuidade a nova idéia apresentada há necessidade da aprovação pelo público alvo, a platéia e, o resultado foi quase que unânime para o “sim”, ou seja, tem futuro.

…….Perguntou-se a preferência dos mesmos por teatro ou filme e também qual parte do projeto CINTRATO mais gostaram, a fim de comparar as respostas. Como se pode observar no gráfico 02, 70% dos expectadores tem preferência por filme, e quando perguntado a parte do projeto que mais gostou, as alternativas cinema e teatro foram marcadas simultaneamente, ou seja, a preferência foi pelas duas mídias juntas, mostrando então que, uma mídia complementa a outra. Segue abaixo os gráficos das questões mencionadas.

Gráfico 02: Preferência: Filme ou cinema.

Gráfico 03: Parte que prefere do projeto CINTRATO.

 

…….Outro fator que pode ser considerado como efeito de avaliação é a reação do público frente à apresentação, uma vez que quando as mídias são fundidas observou-se a surpresa dos mesmos, ressaltando o objetivo do projeto que é prender a atenção de quem esta assistindo, permitindo assim o aumento do realismo.

REFERÊNCIAS

  • BERNARDET, Jean C. O que é Cinema. 3ª Ed. São Paulo: Brasiliense, 1981.
  • PEIXOTO, Fernando. O que é Teatro. 2ªed. São Paulo: Brasiliense, 1980.
  • MELO, V. A. Análise da produção cinematográfica. O Lazer e a animação cultural. UFRJ. Disponível em <http://www.lazer.eefd.ufrj.br/producoes/cinema_analise_art_sem_bh_2002.pdf > Acesso em: 04 nov. 2009.
  • ALVES, M.A. O Teatro como um sistema de comunicação. Trans/Form/Ação. v.24 n.1. Marilia, 2001.
  • TIETZMANN, R; Artifícios, Colagens e Efeitos Visuais. Disponível em <http://www.utp.br/interin/…/05/artigos/artigo_livre_roberto.pdf -> Acessado em: 03 nov. 2009.